EXPOSIÇÕES

eu é outr@[s]

MAZZILLI

O Viaduto das Artes apresentou, do dia 11 de abril de 2015, a 8 de maio de 2015 a mostra intitulada “Não confie em ninguém com mais de 40”. Uma exposição coletiva que reuniu diferentes e significativos artistas de diversos seguimentos das artes plásticas de Minas Gerais. A mostra é composta por 24 artistas de diversas manifestações, da linguagem urbana ao vídeo, da pintura à fotografia, nas suas múltiplas técnicas e interpretações. Todos os artistas trabalharam em uma dimensão única de 40x40cm com total liberdade temática.

 

Curadoria

 

Paulo da Terra Caldeira

 

Artistas

Adriel Visoto

Alexandre Rato

Ângelo Issa

Daniel Moreira

Daniel Pinho

Domingos Mazzilli

Gabriela Brasileiro

Guilherme Cunha

Gustavo Maia

João Maciel

Jônatas Milagres

Juçara Costa

Leandro Gabriel

Léo Brizola

Manuel Carvalho

Mara Martins

Marcelo Albuquerque

Miguel Gontijo

Nilo Zack

Paulo Torres

Samuel Oliveira

Sérgio Vaz

Túlio Massula

Warley Desali

O Viaduto das Artes, apresentou a exposição de fotoperformances eu é outr@[s] do artista visual Domingos Mazzilli, de 8 a 31 de março de 2015. A exposição era composta por fotografias onde Mazzilli interpreta 30 mulheres "excessivas e fortes", sob curadoria de Susan O. Campo, uma delas.

Chamada de Invólucro, a exposição não se refere à delimitação de espaço, porque não há como definir o fim e o início quando se trata desse trabalho de Leandro Gabriel. O tridimensional não explica por si só o infinito espacial, pois a proposta é o contínuo, seja das esculturas, seja do desenvolvimento e surgimento delas; no campo das ideias e na concretude de movimento das mãos do artista.

Talvez aí esteja a convergência com a arquitetura, em caminho transversal, encontro natural entre o desenvolvimento de qualquer constituinte artística. As transgressões sonhadas e as realizadas.

A exposição é uma incursão por um espaço não classificado, a partir dessa imagem, não há predefinição espacial, porque,

impulsionada pela ideia da representação cenográfica, Invólucro parte de uma conceitual quebra de fronteiras entre as diversas áreas do fazer arte. Aí, a definição do objeto, enquanto escultura ou arquitetura não é o determinante.

Perceber a arte como arrebatamento, carece somente dos sentidos. Assim, Invólucro é o que se respira, o que entra pelos poros de quem se aventura por ele.

Invólucro surge com o compromisso de unir as pontas de uma história que precisa renascer a cada dia: a arte como instrumento de comunicação entre as pessoas, a cidade e seu tempo, e suas pessoas, sua formação e história. É mais um elo na trajetória do artista e sua comunidade, com a eterna pretensão de estabelecer relações estreitas com o contexto social, cultural e ambiental que o cerca.

As esculturas de Leandro Gabriel, na verdade, comunicam-se por si próprias e apesar da textura rústica, a delicadeza do artista é transmitida através das várias formas tomadas em suas criações. Atualmente Leandro utiliza da sucata de ferro como matéria-prima e é reconhecido por essa particularidade utilizada em suas obras. Suas esculturas já foram formadas por materiais como argila, madeira e a junção da madeira e ferro. “Leandro foi desenhando seu caminho particular na afinidade com o tridimensional e com a rude resistência do ferro. Hoje, seu trabalho forte e marcante não requer assinatura”, cita Vaz no texto Breve História das Origens, que também, está na publicação a ser lançada.

Do dia 4 de novembro de 2014 ao dia 08 de outubro foi exposto no Viaduto das Artes a exposição “Catadores”, de Daniel Moreira,Leandro Gabriel, e Nísia Fernandes. A mostra, conta com fotografias, esculturas, videoinstalações e performance que retratam o universo de catadores de papel e de sucata. O espaço cultural tem entrada gratuita, fica sob o viaduto Engenheiro Andrade Pinto, no Barreiro, e funciona de segunda à sexta-feira das 9h às 17h. A exposição reúne seis fotografias no formato 1,50 x 1,10 metros, uma escultura de 3,0 metros de comprimento, videoinstalação e videoperfomance. A mostra surgiu da vontade dos artistas em retratar plasticamente o universo dos catadores. As fotografias de Daniel Moreira documentam, articulam e tecem o fio tênue que divide as fronteiras entre homem e bicho. Pode-se dizer que as imagens estão “expostas”, não porque são artefatos artísticos, mas por que estão à flor da pele. Através de seu carro-objeto, Leandro deixa que seus achados permaneçam evidentes na pele de sua escultura e cria uma plasticidade estética para refletir a carga emocional e a criatividade que estes indivíduos exercem em suas vidas, impulsionados pela necessidade de sobrevivência nos grandes centros urbanos. Nísia Fernandes em sua videoperformance ACESSO experimenta na pele de artista, o sabor intenso da invisibilidade, do esforço, da procura, da fragilidade física e as dores do ser catador. Na videoinstalação Daniel e Leandro retratam os pés de um catador em uma caminhada infindável, criando condições de equivalência em uma reflexão sobre degradação e resistência. Este projeto iniciou-se há 3 anos a partir do olhar de Daniel Moreira, onde o artista percebeu que a ligação estética entre estas pessoas e o caos urbano criavam uma unicidade visual, que estão praticamente camufladas na arquitetura que se faz presente nas grandes metrópoles.

Do dia 8 de agosto de 2014 ao dia 24 de setembro, nove peças do artista francês estarão em exposição no mais novo espaço de Arte de Belo Horizonte.

Nove réplicas de trabalhos do francês Auguste Rodin, um dos maiores escultores de todos os tempos, serão expostas a partir d o dia 8 de agosto a 31 de outubro no Viaduto das Artes, localizada no Bairro Barreiro em Belo Horizonte, sob o Viaduto Engenheiro Andrade Pinto, um viaduto, antes abandonado, no qual era utilizado por dependentes químicos, traficantes e servindo de refúgio de criminosos, se transformou com o tempo, em um lugar de referência de ocupação artística cultural, com galeria de arte, ateliê de arte, biblioteca e sala para oficinas. Um espaço coerente para o desenvolvimento de atividades Artísticas, educativas e sociais para públicos de faixas etárias distintas.

A exposição contará com nove esculturas de Rodin que foram adquiridas pela Vallourec, em 2002, no Museu de Rodin e autenticadas pelo Louvre: O filho pródigo, de 1900, em que se destacou pela originalidade; O ídolo eterno no qual Rodin utiliza um casal como fonte de inspiração para expressar todas as variações de ternura, paixão e sensualidade; O burguês de Calais que foi feita a partir de um dos personagens da obra “Os burgueses de Calais” e representa, por meio de gestos, dor e desespero, enquanto a vestimenta que cobre o seu corpo acentua o senso de tragédia; O Banho que tem a representação de sentimentos intensos como poder e paixão; O beijo, é considerada uma das obras-primas de Rodin, por ilustrar bem a força do impressionismo no estilo do artista, sendo um testamento à força do amor e ao sonho de romance; As sereias que surgiu quando a França se recuperou da guerra Franco-Prussiana com o objetivo de adornar novamente toda a França; A dançante, esculpida em 1885 e inspirada na mitologia grega, representa o sofrimento de uma mulher que acabara de matar o esposo; A toalete de Vênus que captura a graça sensual da fêmea, representando uma mulher nua, ajoelhada e erguendo seu cotovelo acima da cabeça; e O Pensador, umas das esculturas mais famosas do artista, que representa a imagem humana carregada de sincera preocupação e profunda reflexão sobre seu destino.

O filho pródigo, A dançante, O pensador e O beijo faziam parte do projeto “A porta do Inferno”, obra de 1880 que Auguste Rodin ficou responsável de projetar uma porta que deveria extrair seus temas da Divina Comédia de Dante, além de ser desenhada sob a obra da “Porta do paraíso”, esculpida no século XV pelo italiano Lorenzo Ghiberti para o batistério de Florença. A escultura foi feita em bronze e traz 120 figuras com dimensão que medem cerca de 15 cm e a maioria ganhou vida independente depois que Rodin finalizou.